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Vinhedos do CerradoIpameri · Goiás Agendar

Nossa história

Começou dentro de uma universidade

O casal fundador da vinícola, entre as fileiras do parreiral, apresenta uma garrafa do rosé sobre uma mesa posta com queijos, frutas e um decanter

A Vinhedos do Cerrado não nasceu como um negócio. Nasceu como pesquisa.

Em 2010, o professor Roberto José de Freitas, engenheiro agrônomo da Universidade Estadual de Goiás, campus de Ipameri, começou a investigar uma pergunta que quase ninguém em Goiás estava fazendo: seria possível plantar videira no Cerrado goiano?

A resposta exigiu paciência. Dentro do vinhedo experimental da universidade foram plantadas dezenas de castas vindas da Itália, da França, da Espanha e de Portugal, para observar, ano após ano, quais delas se adaptariam ao solo, ao sol e sobretudo ao calendário invertido da colheita de inverno.

Nove anos depois, em 2019, Roberto e sua esposa Silvana Almeida fundaram a vinícola.

Hoje a universidade mantém vinhedo experimental e vinícola-escola que prestam serviço a produtores da região, e Roberto segue formando técnicos. Em entrevista ao portal A Vindima, em março de 2026, ele resumiu o motivo: "A viticultura está em expansão no estado, mas ainda existe carência de técnicos, trabalhadores e produtores com formação específica na área."

A pesquisa que deu origem a estes vinhos começou em 2010, no vinhedo experimental da universidade.

De blusa branca e tesoura na mão, uma mulher corta cachos de uvas roxas na espaldeira do parreiral
Videiras do Vinhedos do Cerrado em Ipameri

“…desenvolvemos uma técnica chamada de dupla poda, que permite uma colheita no inverno, principalmente nas regiões de altitude.”

Roberto José de Freitas, ao Jornal Opção, junho de 2024.

Quem plantou

A Vinhedos do Cerrado é de Silvana do Carmo Almeida e Roberto José de Freitas, casados, sócios e administradores da vinícola desde a fundação, em 2019. O que hoje é um vinhedo em produção começou como a realização de um sonho dos dois, construído em parceria com a Universidade Estadual de Goiás.

Silvana do Carmo Almeida

Cofundadora e administradora. Ao lado de Roberto desde a primeira muda plantada, responde pela vinícola no dia a dia — do atendimento a quem chega à condução da casa durante a vindima.

Dr. Roberto José de Freitas

Conhecido na região como o doutor das uvas. Professor na Universidade Estadual de Goiás, onde leciona Fruticultura e Culturas Extensivas, e coordena o projeto de extensão em viticultura. Pesquisa fertilidade do solo, sistemas de cultivo e viticultura tropical.

  • 1985Graduação em Agronomia — Universidade Federal de Goiás
  • 1998Especialização em Fruticultura — Universidade Federal de Lavras
  • 1999Especialização em Solos e Meio Ambiente — UFLA
  • 2006Mestrado em Agronomia — Universidade Federal de Goiás
  • 2020Doutorado — Universidade Federal de Goiás

Os vinhos são feitos com o enólogo Marcos Vian, de Bento Gonçalves.

Pesquisa e território

Uma história que começou no campo e na universidade

Antes de se tornar uma vinícola, o projeto nasceu de experiências com videiras em Ipameri. Uma reportagem sobre os vinhos do Planalto Central registra o início desse percurso na Universidade Estadual de Goiás (UEG), em 2010, e a passagem posterior para o vinhedo próprio.

Pesquisas acadêmicas recentes também documentam trabalhos de campo na propriedade com Sauvignon Blanc. Elas descrevem o vinhedo em área de cerca de 800 metros de altitude e solo classificado como Latossolo Vermelho-Amarelo. São dados de estudos específicos — não uma certificação de origem nem uma promessa sobre cada safra.

Marcos públicos dessa trajetória

Os links acima registram fatos históricos e pesquisas públicas. Safras, disponibilidade e programação de visitação são confirmadas diretamente pela vinícola.

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